
Ele só não quis falar do terceiro mandato de Lula.
"O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) disse ontem que existe um movimento "clandestino", criado a partir da imprensa de São Paulo, para desmoralizar e difamar a ministra Dilma Rousseff, no episódio do dossiê criado pela Casa Civil com dados do governo FHC. Em entrevista à Rádio Gaúcha, o deputado afirmou que o movimento ocorre no momento em que a petista aparece como uma possível candidata à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010. "Na medida em que se menciona a ministra Dilma - que é um quadro extraordinário, uma pessoa muito decente, uma pessoa muito capaz, muito trabalhadora- como uma possível candidata à Presidência da República, há um movimento desta máquina clandestina que tem o epicentro em São Paulo, na imprensa de São Paulo, para tentar desmoralizar, difamar, de maneira a não deixar que essa pessoa se apresente para o verdadeiro julgamento popular", disse, pela manhã.Ciro, que faz parte da base governista, citou a revista "Veja" como sendo a "ponta de lança" do suposto "esforço difamatório" contra a ministra. "Basta a gente lembrar as acusações de que o PT recebeu dinheiro de Cuba, o que não é verdade, e de que o PT recebeu dinheiro das Farc [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia], o que também não é verdade", disse o deputado, se referindo a reportagens da revista.No fim de março, a "Veja" e, depois, a Folha conseguiram cópias de trechos do dossiê. A ministra negou que a pasta tenha montado um dossiê. Disse que estava sendo elaborado um "banco de dados" com as despesas do governo de FHC. Na sexta, a Folha publicou reprodução do arquivo mostrando que ele foi produzido na Casa Civil. Dilma levantou a possibilidade de espionagem nos computadores do Planalto. Ciro acusou o senador tucano Álvaro Dias (PR) de entregar os dados sobre os gastos de FHC à revista, com o objetivo de "estabelecer uma novela escandalosa e difamatória do governo".
(Folha de São Paulo)





