quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

CORPOS SÃO TROCADOS NO IML

"Valdelano Fernandes Araújo Cardoso, 27, morreu baleado com um tiro na cabeça após um assalto. Francisco Damilton Pereira da Silva, 28, morreu afogado. O primeiro morava em Maracanaú. O segundo residia em Aracati. Uma confusão na identificação dos corpos fez com que a trajetória dos dois se cruzasse após a morte. A história é complicada e exige atenção. As informações que se seguem foram obtidas com o delegado regional de Aracati, João Eudes Moreira, e o defensor público Eduardo Almendra, que atua no mesmo município. Desaparecido há vários dias, o corpo de Damilton foi encontrado às margens de um rio, em Aracati, na última segunda-feira, dia 16. O corpo foi levado para a Delegacia Regional de Aracati e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), em Fortaleza. Naquele mesmo dia, Valdelano foi morto após uma tentativa de assalto a um taxista, no Conjunto José Walter. Ele não portava documentos. O 8º Distrito Policial (José Walter) expediu uma guia cadavérica e mandou o corpo para o IML A família de Damilton foi ao IML liberá-lo na última terça-feira, dia 17. Enquanto isso, a família de Valdelano também se dirigiu ao instituto para reconhecer o parente. Os corpos foram trocados nesse momento. A família de Damilton pode ter levado o corpo de Valdelano para Aracati, por engano. Após o reconhecimento e a obtenção de uma guia complementar, os familiares de Valdelano não encontraram mais o corpo do jovem no instituto. Valdelano pode ter sido enterrado como se fosse Damilton. Somente a exumação do corpo, por meio de uma determinação judicial, poderá dar a resposta. O defensor público Eduardo Almendra, que representa a família de Damilton, revela que vai entrar com um pedido de ação indenizatória contra o Estado, por causa do ocorrido. “A família dele é humilde, sem instrução. Houve displicência do pessoal do IML”, denuncia. O irmão de Valdelano, Valdédio Fernandes, informa que a troca ocorreu entre as 13h30min e 14h30min de terça. “Eles disseram que a minha mãe tinha levado o corpo, mas ela estava comigo. A confirmação de que houve a troca só aconteceu a uma da manhã de hoje (ontem)”. Segundo O POVO apurou, circula uma versão, no interior do IML, de que a identificação dos dois homens foi alterada."

(Jornal O POVO)

Um comentário:

Paulo disse...

A não ser que o rosto esteja irreconhecível,como se explicar que uma pessoa não identifique um familiar tão próximo.Pode ser ignorância minha,ao pensar assim,mas,é displicência demais.