sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

REVISTA VEJA PEDE, EM EDITORIAL, PUNIÇÃO PARA O PMDB CORRUPTO

Em sau edição desta semana, a revista Veja não só bate como expõe lideranças que fariam parte do chamado "Bloco dos sujos do PMDB", como pede, em editorial, punições. Confira:

"É preciso punir
A entrevista de Jarbas Vasconcelos, publicada na edição passada de VEJA, deixou Brasília em estado de perplexidade. À explicitação – tão serena quanto desencantada – do senador pernambucano de que seu partido, o onipresente PMDB, é um ninho de corrupção e fisiologismo, o Palácio do Planalto, que dá mundos, fundos e latifúndios para manter a agremiação na base governista, não se manifestou. Preferiu apostar no poder dissipador de crises do Carnaval brasileiro. A oposição, por sua vez, conseguiu produzir um silêncio ainda mais eloquente: afinal de contas, como romper um namoro, com vistas à eleição presidencial de 2010, que pode dar em casamento? A reação mais reveladora do grau de esgarçamento da política brasileira partiu, no entanto, da cúpula peemedebista.
Diante da afirmação, feita por um integrante histórico do partido, de que "boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção", os caciques da agremiação divulgaram uma nota vaga em que o acusam de lançar uma sombra de suspeição sobre todo o sistema e deram o assunto por encerrado. Mais nada. Não recorreram nem mesmo àquele vício que presta elogio à virtude, o da hipocrisia. Hipocrisia de afirmar, por exemplo, que seria aberta uma sindicância interna ou que Jarbas seria chamado a se explicar. Ao comentar a repercussão da entrevista de Jarbas junto à cúpula do PMDB, o jornal O Estado de S. Paulo, em editorial, deu-lhe contornos definitivos: "Com sua murmurada resposta, o baronato partidário passou o proverbial recibo ao denunciante, elevando inadvertidamente os seus argumentos à categoria de constatação de uma realidade objetiva".
As reações partidárias são um péssimo termômetro para medir a febre de corrupção que desde sempre acomete o tecido político do país – em seus níveis municipal, estadual e federal. Para avançar nessa questão, a sociedade brasileira não pode deixar cair no vazio a entrevista corajosa do senador. VEJA espera ajudar nesse sentido, com a reportagem que começa na página 44. Além de revelar detalhes do antigo caso de amor do PMDB com o dinheiro do contribuinte, a reportagem elenca os caminhos mais factíveis para tentar deter as delinquências na esfera pública. A transparência nos gastos, gestão eficiente e, principalmente, o fim da impunidade de corruptores e corruptos, tais são as linhas mestras.
O Brasil é um país mais corrupto do que muitos não porque nossa índole seja pior do que a de outros povos. O que nos é peculiar nesse campo é a impunidade. Os corruptos se beneficiam principalmente de um sistema judicial convoluto, que permite recursos, manobras e adiamentos praticamente sem fim. O resultado disso tudo é o incentivo à prevaricação. Essa lógica precisa ser invertida, de modo que roubar dinheiro público se torne complexo e a punição aos culpados, inescapável. Só assim as coisas começarão a mudar no Brasil."

5 comentários:

Anônimo disse...

A Veja sempre a serviço...Chamem o Roberto Jefferson !

João

Anônimo disse...

Não é a VEJA não, João. Ela não inventou nada. Quem fez a denúncia foi um Senador da República, que tem uma ficha LIMPA, sem um único processo ou pendência jurídica em sua longa vida de homem público. Veja apenas lhe deu voz. Outro detalhe: ele acusa seu próprio partido, não é nenhum adversário não.

No Brasil a coisa está ficando difícil. O povão já está tão ensaboado pela esquerda vigarista que qualquer pessoa que ouse fazer uma denúncia séria é logo desqualificado. E a pífia nota do PMDB, bem no estilo do "Ô BESTEIRA" da prefeita local, não causa a menor estranheza ou indignação aos imbecis. Que coisa mais triste de constatar: estamos involuindo como povo. Qualquer dia chegaremos à barbárie.

Não entendi por que "chamar o Roberto Jefferson". A não ser que seja pra lembrar que o PT também se iguala ao PMDB em termos de denúncias megalômanas de corrupção, coisa tipo formação de quadrilha. Pra seu governo, a denúncia de Jefferson foi feita à reporter Renata Lo Prette, da Folha de São Paulo, e não à VEJA, viu?

E saiba, João, que a revista VEJA vai sempre estar a serviço da informação, nisso você sem querer acertou. E pode ser independente, pois sua tiragem garante sobreviver sem a "parceria" da propaganda oficial, tão usada pelo governo petista como "moeda de troca" em folhetins como o de Mino Carta. Não é à toa que VEJA é a terceira maior revista semanal do mundo e já pôde comemorar 40 anos de vida.

O governo não é de um partido, nem um partido pode ser governo. O governo tem de ser do Brasil e do povo que nele vive. Com todo o direito de exigir RESPEITO, SERIEDADE e DIGNIDADE de seus governantes.

Carol

Anônimo disse...

Na campanha de 2010 a Veja já se chamará Templo e os tucanos e democratas pedirão votos sobre altares. Até lá !

prof. João Teles

Helano disse...

O editorial está certo, contudo, a Veja perdeu há muito a sua credibilidade jornalística. Mas isso não retira a verdade dos fatos. Infelizmente.

Anônimo disse...

Perdeu a credibilidade onde, Helano? Só porque agora denuncia as falcatruas da esquerda? Quer dizer que a credibilidade só vale se for imparcial com um lado, com o outro não pode?

Ah, fala sério!

Carol