sábado, 7 de fevereiro de 2009

ÍNDIOS QUEREM APITAR NO CASO DA REFINARIA DO CEARÁ

"Ganhou dimensão nacional o caso da reivindicação feita pelos índios anacés que quer um terço da área que o Governo do Ceará vai destinar à Petrobras para a construção da refinaria de petróleo. O fato foi noticiado ontem pela Folha de S.Paulo. Há meses, o caso havia sido noticiado pelo O POVO. O Ministério Público Federal entrou na história. Para variar, na defesa dos remanescentes da tribo. Creiam, indo à frente, a polêmica tem grande possibilidade de atrapalhar a vida de quase 8 milhões de outros “índios” que vivem no Ceará. Ou seja, o suposto interesse de um punhado de índios remanescentes Anacés prejudicará todo um Estado, cuja população e a cultura, em grande parte, originam-se da miscigenação entre o branco e o índio. A ação para que quase 13 hectares dos 35 mil hectares destinados à refinaria não sejam utilizados pode ser um grande tiro no pé na tese da preservação das tribos remanescentes. Ao atrapalhar ou, quem sabe, inviabilizar o empreendimento da Petrobras, as reações negativas de nossa sociedade vão se voltar contra os próprios índios e seus defensores. A refinaria é um empreendimento de mais de U$ 11 bilhões. Em operação, ela fará com que o PIB do Ceará aumente perto de 50%. A refinaria é uma necessidade cearense de três décadas. Não é justo que um suposto cemitério de uma tribo se torne um obstáculo.

ANTES QUE COMPLIQUE, QUE TAL O CACHIMBO DA PAZ?

Muita calma nessa hora. Nos últimos anos, o movimento que trabalha com os remanescentes das tribos e da cultura indígena no Ceará tem ganhado notoriedade. Não por novas descobertas ou por pesquisas relacionadas aos índios, mas sim pela capacidade de se tornar um obstáculo ao desenvolvimento econômico do Ceará. Os casos envolvendo a instalação de usinas eólicas no nosso litoral se multiplicaram. Sabe-se que o território do Ceará era povoado por muitas tribos no período pré e pós-colonial. Os nossos índios eram guerreiros que hora entravam em guerra com os colonizadores portugueses, franceses e holandeses. Hora se aliavam a um ou a outro. São também famosos os casos de alianças entre índios e famílias que ocupavam vastas áreas no sertão do Ceará. Sabe-se também que os jesuítas mantiveram fortes relações com os índios cearenses, aculturando-os. A miscigenação se deu. A mistura de índio com branco forneceu a mão de obra perfeita para o ciclo do couro e do charque que definiu a ocupação do nosso território. Hoje, a cultura indígena faz parte do cotidiano cearense. É razoável que os remanescentes briguem pelo direito à terra, mas bom senso e capacidade de ponderação devem ser seus bons aliados."

* Tópicos da Coluna Política do O POVO, deste sábado, por Fábio Campos aqui.

19 comentários:

Mário Cysne disse...

Essa história de índios do Ceará querendo terra e barrando projetos é balela. Há muito tempo que não tmos índios de verdade por aqui. A miscinegação branco e indio com negro predomna entre nós. Aliás, é um absurdo que até hoje o caso dos Tapeba de Caucaia e suas terras não tenha se resolvido. Ali, o município tenta implantar um distrito industrial mas as terras são todas dessa tribo. Isso precisa ser discutido.

Dorinha disse...

Francamente, quando vejo a foto do Fábio Campos no O POVO fico com uma dúvida: ele é descendente de índio? Parece.

Anônimo disse...

Antes ser descendente de índio verdadeiro dona Dorinha do que ser um índio falso só para arranjar uma terrina e uma boquinha.
Aliás esses sociólogos e antropólogos pró-novas tribos aqui no Ceará dizem a boca pequena que reconhecem ser uma farsa a criação destas tribos, mas como se trata de estratégia de sobrevivência do povo humilde, então está tudo bem.
Não está nada bem é para a sociedade que tem de pagar pelo carnaval do índio com e sem apito.

Prof.Othoniel Lopes disse...

Não existe mais indio no Ceará! O que existe é um bocado de "caboco bebedor de cachaça" travestidos de indios para se dar bem Vejam os tais dos Tapebas..Alí só se vê papudinho usando roupa de indio e dançando o que eles dizem ser o Torem.Bota essa vagabundagem na cadeia por falsa ideologia!!!

Lauro Jaya Junior disse...

A Dorinha não tem razão...O Fabio campos não é indio puro. Ele é um cruzamento de boliviano com indio Pitaguary

Anônimo disse...

Eliomar,

Isso tudo a gente pode debitar na conta dos "pogreçistas" politicamente corretos, esses pseudo "intelekituais" e políticos de facções da esquerda. Hoje não existe mais no Brasil o BRASILEIRO. Os petistas e comunistas, com sua ideologia burra, conseguiram dividir o povo em "catchigurias": o negro, o índio, o gay, a lésbica, o de-menor, o de-maior, o assassino com ideologia e o assassino comum, os "cumpanheiros" e o resto... É um atraso de vida sem precedentes.

Eles dizem querer acabar com as desigualdades criando mais distorções e injustiças sociais. O branco pobre paga uma conta que não lhe pertence, ou seja, tomam do excluído branco um direito legítimo, fazendo-o pagar por uma discriminação cometida por um ancestral seu sabe-se lá quando. Sem falar que, tirando as colônias de imigrantes no sul que se mantêm isoladas, ninguém aqui é só branco, pois carrega também no sangue o DNA de seu ancestral escravo. Ou seja, tenta-se resolver a injustiça praticando uma injustiça maior.

Aquele orgulho que tínhamos de ser um povo pacífico e ordeiro, onde a miscigenação era um exemplo para o mundo, ACABOU. Foram criados os guetos sociais, as cotas disso e daquilo, os movimentos sociais depredadores, as reivindicações feitas na marra, com invasões, agressões e depredações, tudo perpetrado ao arrepio da lei e com a leniência e cumplicidade do governo Lula, que ainda garante o amparo financeiro através de instituições que pertencem ao povo brasileiro, não ao partido do governante de plantão.

Dá pra ser otimista? NÃO! As mentiras que o governo prega em palanques diários, o calote nas verbas públicas financiando ditaduras e terroristas latinos, o atraso moral no estímulo a ações violentas e criminosas (MST, CUT, UNE), e o rebaixamento das instituições democráticas que os petistas cometem são pragas que levaremos décadas para superar. Algumas gerações ainda sofrerão as consequências desse descalabro.

É osso!

Carol

Luis Arthur Silva disse...

"Hora... hora" não, "ora... ora".

Lauro Jaya Junior disse...

E indio ainda quer apito?

Helio Torres disse...

O Fabio Campos é um homem lindo com aquela aparencia meio azteca meio inca.Parece o presidente da Bolivia depois de uma lipoaspiração...

Anônimo disse...

Olha, desde 1850/1860 tentam anular os índios do Ceará. A história está aí pra mostrar, mas o que predomina é o desconhecimento. Brasilianistas a conhecem, gente da USP a estuda e os cearenses repetem a lengalenga do senso comum. Na UFC tem trabalhos aprofundados sobre o tema. O vice-governador do Estado é um especialista no assunto. Mas o cearense não estuda a História. Mas opina sobre o assunto que não domina. Esse é um problema ! Outra: o municipio de Caucaia é gigantesco. Não ter espaço ali para se instalar algumas dezenas de indústrias. Os municípios do Ceará, como Maracanaú e Caucaia deveriam se orgulhar de seus remanescentes indígenas !

Prof. João Teles

Anônimo disse...

Uma lastima ver professor desconhecendo a história e pregando a que ela assegura. Fatos históricos conhecidos por professor Pinheiro, Maria Sylvia Porto Alegre,Maria Amélia, Babi Fontele, Gilmar de Carvalho,... Que tristeza ! Tela de computador suporta tudo !

Anônimo disse...

Uma vez em Maracanaú vi uma índia(terena) de Mato Grosso entre os pitaguary numa animada conversa. Ela, representante da Funai, repassava pra eles algumas informações a respeito dos seus direitos. Observei os traços físicos de todos. Muitos pitaguary tinham traços tão profundos (ainda) quanto os da terena. Triste a nação que tenta eliminar membros de suas raízes.

Anônimo disse...

O próprio texto do Fábio ora nega, ora afirma a existência dos remanescentes. É bom Lembrar: o sujeito pode ser tetraneto de índio. Mas é índio. Os índios lutam pela terra porque sempre estiveram umbilicalmente ligados a ela e têm respeito por ela. Ao contrário do homem branco, que só pensa em destruí-la. Sobre o alcoolismo entre os índios: mais desinformação histórica. O alcoolismo entre os índios é baixíssimo e a violência entre as tribos é quase zero. As aulas de História no Ceará falharam !! Dá pra ver !! Lastimável !!!!

Anônimo disse...

E por falar em desconhecimento: os tapeba dançam toré e não torém ! No artigo "Catequese e aldeamento" o estudioso Eduardo Hoornaert, que nem brasielro é, fala muito bem desse tema. O texto pode ser encontrado na UFC ou na internet.Ou ainda no livro História do Ceará, escrito pela professora da UFC(intelectual respeitada no assunto) Simone Souza. Vamos ler pra conhecer...tenhamos a humildade de fazê-lo!!

Prof.Othoniel Lopes disse...

È TOREM mesmo! Era Tore mas com o passar do tempo virou TOREM.Igual aos indios do Ceará que com o passar do tempo viraram caboco mamador..A própria FUNAI em documento(que desapareceu por encanto) considerava extinta as nações indigenas do Ceará.Onde já se viu chamar o chefe deles de Cacique Perna de Pau?Pois é o tal cacique dos Tapebas tem esse nome.E o tal de Dourado? Tudo uns enrolões que enganam os bestas que se escondem no anonimato quando escrevem seus comentários...
Os ditos Tapebas não querem nada...Somente desejam metade do municpio de Caucaia com a séde do municipio dentro da demarcação que alguns padres doidões inventaram e colocaram na cabeça dos cabocos mamadores...

Anônimo disse...

Hoje, todos podem ser professor.Inclusive quem desconhece fatos provados pela História e por professores de renome.A tentativa de anulação dos índios começou quando o Ceará ainda era província. Quer dizer: vem de londe essa visão pequeno-burguesa!

Anônimo disse...

Ai, ai... vendo essas manifestações de atraso jurássico,
que pretendem perpetuar a miséria e o isolamento de seres humanos, dá um desânimo...

Acho que o mundo e os homens estão em constante evolução, sofrendo grandes transformações ao longo dos séculos. A história revela isso, qualquer um pode constatar. Faz parte do processo de civilização.

Senão estaríamos ainda usando penico, tração animal, de tanga e tacape na mão. Mas não, os politicamente corretos querem preservar as origens, e usam esse pretexto para, ladinamente, praticar a usurpação, para perpetuar o atraso tão benéfico a eles. Que coisa feia!!

Por que não levar educação, saúde, esgoto, água encanada e outros benefícios que os ajudem a se tornarem independentes e capazes? Por que não integrá-los dignamente, tornando-os cidadãos iguais aos outros? Por que tratá-los como animais em extinção? Isso sim, é desrespeito, considerá-los incapazes de crescer.

A coisa está tão séria, que os politicamente corretos da esquerda estão criando uma nova categoria de excluído, uma nova minoria que ninguém protege: a de homens brancos, cristãos, universitários ou empregados, que trabalham e se mantêm às próprias custas.

É osso!!

Carol

Lu disse...

O que é preconceito? Segundo o dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, preconceito é o "conceito ou opinião formados antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos; idéia preconcebida". Nesse comentário sobre a luta de uma etnia em face de um empreendimento que irá se instalar em suas terras, não vejo outra coisa além de idéias preconcebidas sem um conhecimento profundo sobre o tema. Sei que as discussões sobre populações e povos indígenas no Nordeste, em especial, no Ceará, não é um assunto fácil; existem muitas idéias preconcebidas e esteriótipos formados no inconsciente coletivo desde os tempos de escola. Índios são os usam trajes específicos, moram em ocas, caçam e pescam, têm olhos puxados, cabelos lisos, etc. Essa visão está marcada nos livros de História que estudamos, história essa escrita por quem venceu a guerra. Hoje, mais de 500 anos de contato com a sociedade envolvente, os índios do Nordeste tentam reescrever a história que não foi contada nos livros: a sua própria história. Como diria o pajé Luís Caboclo (Etnia Tremembé), durante muito tempo, os índios tiveram que negar sua identidade para passar despercebidos na sociedade. A miscigenação não foi algo cordial: foi uma imposição e, ao mesmo tempo, uma estratégia de sobrevivência. Hoje, para viverem, eles têm que afirmar sua existência frente a muitos projetos de "desenvolvimento". Quando escuto alguém negar a identidade de outrem, em especial dos povos indígenas, por usarem roupas, celulares, pergundo o porquê que não questionamos a nossa cultura. Somos os mesmos de 500 anos? Usamos as mesmas roupas? O fato de hoje termos um relógio suíço, uma calça francesa e um computador norte-americano nos torna menos brasileiros? Bem, finalizando, gostaria de dizer que, se quiserem publicar "informação sem preconceito" seria interessante estudar as ações civis públicas que tramitam na Justiça Federal e na Justiça Estadual, uma ajuizada pelo Ministério Público Federal e outra pela Defensoria Pública do Estado, questionando, por exemplo, que modelo de desenvolvimento é esse que querem implementar no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, que utiliza, inclusive, termelétricas movidas a carvão mineral. Sobre o reconhecimento étnico, recomendo estudar, a priori, a Constituição da República de 1988 (art. 231 e seguinte), a Convenção 169 da OIT e a Declaração Internacional dos Povos Indígenas da ONU.
Agradeço a oportunidade de travar esse breve diálogo.
Luciana Nóbrega

Anônimo disse...

Estamos diante de mais um aspecto do "politicamente correto": qualquer pessoa que discorde de seus delírios redentores dos povos da selva e das calungas, é logo tachada de racista; qualquer opinião divergente, mesmo que amparada no raciocínio lógico e fundamentado, é logo acusada de "discriminação". Que coisa mais chata, né? Por que não usar de argumentos mais inteligentes, consistentes, e menos piegas para defender seus conceitos?

O caso referente aos índios em Roraima dá bem o tom dessa mazela capitaneada por ONGs nacionais e fundações internacionais com o apoio burro de antropólogos e vigaristas de toda espécie. Querem expulsar brasileiros que ocupam há décadas 0,7% do território de Raposa Serra do Sol, que produzem o arroz consumido em toda a região e dão empregos na cultura do arroz, inclusive a índios. Querem criar uma nova raça: os sub-brasileiros.

Como diz Reinaldo Azevedo, "me parece que o essencial é considerar que se trata de uma estupidez tratar índios que vivem rigorosamente como os "não-índios" (...) como se fossem seres primitivos que ainda vivessem da caça, da pesca, da coleta e da plantação de mandioca.
A Funai e seus antropólogos tratam índios do Século 21, com celular e laptop, como se fossem aqueles primeiros seres descritos na carta de Pero Vaz de Caminha. É um delírio."

E eu concordo.

Carol