domingo, 8 de fevereiro de 2009

FILHO DE LULA É ASSALTADO EM SÃO BERNARDO

"O psicólogo Marcos Cláudio Lula da Silva, 38 anos, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi assaltado na noite de sexta-feira, por volta de 22 horas, ao parar em um semáforo na Rua Frei Gaspar, no centro de São Bernardo do Campo, ABC paulista.
No boletim de ocorrência consta que ele foi abordado por três homens armados, que anunciaram o roubo, o ameaçaram e levaram o carro, um cartão de banco e documentos pessoais.
Ninguém ficou ferido."

(Globo Online)

3 comentários:

Anônimo disse...

A FACE DA POLÍTICA ICOENSE.
O ser - humano por sua própria essência é político. Nasce político. Está escrito desde o começo da religião, os seus primórdios na história da cultura humana. Quer pela definição do instrumento capaz de apreender a realidade e pensamento.

Em Icó, particularmente, tem que ser partidário, não basta ser político no sentido amplo de sua definição. Tem que ter um “lado”, mesmo que o “sujeito da história”, o eleitor ou liderança de repente descubra que seu aliado seja sujo pelas idéias, pelas ações, pela incompetência, pela corrupção. Daí não queira mais pra si, pra sua cidade a condução de seus destinos.

Doravante a posição tomada, firmada, vem o pior, pois o antigo “colega de lado”, deseja que você permaneça até o fim da vida o apoiando, sob pena de ser chamado de Judas, o traidor que teria entregado o mestre Jesus de Nazaré por trinta moedas de prata aos inimigos.

Aqui, na terra do Senhor do Bonfim, chamada Icó, também permaneceu durantes anos a fio, a disputa entre dois “lados”. Como eram interessantes, os adjetivos postos pelos litigantes, nos períodos eleitorais e depois deles. A idéia central, repassada aos ingênuos eleitores, era que “um” representava a elite conservadora que tinha horror aos pobres mortais e deles não fazia conta alguma. O “outro”, digno representante da violência, de lampião do nordeste, sem profissão e preparo intelectual.

No meu baú histórico, encontrei dezenas de cd’s, gravados de alguns pronunciamentos públicos, do doutor e do matuto: “Este senhor é tão ruim que o sol do Icó não tem poder de cobrir as suas maldades”. Mais adiante, ouve-se a resposta: “Já dizia o ditado, dizem com quem tu andas que direis quem tu és”. Completando o sentimento verdadeiro que um tem do outro. Os “lados” parecem se conhecer profundamente.

De repende, nas eleições de 2008, os valentes políticos, acordam e de público afirmam que o amor é lindo, que as qualificações que faziam entre si, eram apenas “anedotas” do mundo eleitoral, e que precisam se unir para o bem de todos.

O “poder” e o “bônus” que os atrai, demonstram claramente que Icó vai muito mal. Mal mesmo. Na prática, o resultado do que aqui se afirma após eleitos, indicam os familiares de “um lado” e do “outro lado”, que assumiram as secretarias municipais. E viva a união. E viva a família dos dois lados, pois agora estão seguros e por quatro anos estarão empregados, sem a necessidade de apresentação de currículos e de aptidão para o exercício da função pública.

Os erros buscam as soluções. É verdade. Mas não ficou suficiente provado que o interesse por um Icó melhor era maior do que o ódio que sentiam um pelo o outro.

É histórico, Maquiavel já se manifestava há séculos, afirmando que quando duas oligarquias se unem, são porque estão frágeis e temendo perder o “poder”, são obrigadas a se abraçarem. Não existe amor e nem convergência. Ninguém perde de vista o inimigo.

Não há discussão alguma. Os projetos, a maioria no improviso, são os mesmos: clientelismo, nepotismo, perseguição aos que não disseram sim as pretensões eleitorais no certame pretérito. O que sobra, são buscados junto ao Governo Federal, ressaltando que os valores chegam e saem dos cofres públicos, mesmo sem a devida prestação de contas, segundo o Ministério Público Federal, em Recife, que busca ressarcir ao erário municipal de Icó, enormes quantias que, em tese, deixaram de ser aplicadas, principalmente em saneamento básico e saúde.

Quando recebi o chamado para ser vice-prefeito de Icó, em 1996, o discurso era que a nossa candidatura tinha por objetivo por fim a velha oligarquia, que imbricada de tal maneira aos costumes arcaicos e perversos, não poderia mais ter seguimento.

Hoje, vejo a carruagem passar diante dos meus olhos, com todos os oligarcas juntos, alguns na frente, outros bem atrás e muitos de carona achando que fizeram “grande coisa”.

Fica a reflexão.

Finalmente, a pergunta: quem é o verdadeiro Judas do Icó?

Postado por Fabrício Moreira da Costa

Anônimo disse...

A CADEIA, A DESIDRATAÇÃO E O TEMPO.

Durante muitos anos funcionou em Icó, na Casa de Câmara, no centro histórico da cidade, a cadeia pública que abrigava aqueles que feriam o ordenamento jurídico penal.

Presos provisórios ou condenados ficavam por uns bons períodos ali trancafiados.

Além de chamar a atenção por sua beleza arquitetônica, com arquitetura neoclássica, a cadeia icoense tinha algo de muito pitoresco e histórias marcantes.

Francisco Cizota Tavares, o Cizota (carcereiro), contava lances imaginários e verdadeiros.

Dentre os quais, que o “sino” posto na entrada do ergástulo nunca poderia ser tocado, pois era anúncio de mortes e violência.

O carcereiro Cizota também chamava pra si algo de diferente, principalmente por ter o “tronco” bem maior do que o restante do corpo e sempre ter em seu poder a “chave da cadeia”, que pesava vários quilos e era enorme.

O comportamento do preso, repassado ao juiz da comarca, era feito verbal, pois Cizota escrevia poucas linhas.

Foi-se da vida terrena, mas virou marco da nossa cultura. No livro do escritor icoense, Dr. Francisco Peixoto, tem diversas passagens deste personagem de nossa história.

Pois bem, ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso, em 2001-2002, através do projeto nacional MONUMENTA, o Icó e seu patrimônio histórico receberam vários recursos do Governo Federal, inclusive do Governo do Estado, para a recuperação e preservação de suas igrejas e casarões.

Daí surgiu à idéia de transformar a velha cadeia em centro de artes, cultura e memória; o museu do ciclo do couro; um centro de informações turísticas; lojas de artesanato; restaurante, biblioteca municipal e a casa do cidadão, unidade especializada em expedir documentos pessoais para a população.

Doravante, os presos foram transferidos dali, para uma “cadeia improvisada”, sem segurança alguma, na avenida Ilídio Sampaio, para que as obras tivessem início, mesmo sem higiene e condições humanas para a permanência destes.

A estada seria efêmera, diziam.

O padre José Augusto fez um grande levante, tendo em vista a situação de inanição e adequações, vistos naquele local, para que surgisse uma solução para os presos.

O Governador do Estado, à época, Dr. Lúcio Alcântara, um amante das artes e da cultura dos nossos povos, prometeu construir uma nova cadeia no município, distante do centro histórico e dentro das normas estabelecidas.

Em 2006, em pleno período eleitoral, teve, enfim, o início da obra (cadeia de Icó), localizada agora no perímetro irrigado Icó\Lima-Campos.

Hoje, fevereiro de 2009, os presos continuam no improviso da Avenida Ilídio Sampaio. Os obdientes que desejam as suas liberações por alvarás, sair pela porta da frente, esperam silentes. Outros tantos, fogem e desaparem como uma evaporação. Mais de cem presos fugiram nos últimos três anos.

A nova cadeia está com 90% de sua conclusão e com os trabalhos paralizados há dois meses, sem uma definição do Governo do Estado. Os empreiteiros afirmam que não estão recebendo, pela medição da obra.

E agora ?

Neste lapso de paralização, aproveito para lembrar que após sua conclusão, o padre José Augusto, inquieto como o é, novamente vai levantar questionamentos, pois naquele ambiente opaco, de cimento e muito ferro, não tem uma tomada sequer nas celas.

Mesmo que sejam regras da Secretaria de Justiça, num clima quente como o nosso, não tem a mínima condição de qualquer pessoa surportar calor maior do que 40 ou 50 graus.

Fazer justiça não é sacrificar pessoas. Humilhar ou assoitá-las. Quem erra é humano. Quem parmanece no erro e diabólico. Todos merecem uma segunda chance.

Se o projeto original permanecer, os presos vão sair duma lixeira humana atualmente, para diretamente aos leitos dos hospitais, por desidratação, resultante de perda de água corporal.

O assunto merece maiores comentários.

Com a palavra a Secetraria de Justiça do Estado do Ceará.



Postado por Fabrício Moreira da Costa, advogado.

DAVID COELHO disse...

"""FORTALEZA BELA"""


S.O.S, SUS


09 Fev 2009 - 00h57min



Pois é, imagine-se, meu perclaro leitor, nem que seja por um breve momento, vivendo a seguinte situação: vamos supor que você trabalha por serviços prestados a uma determinada empresa. Você cumpre suas obrigações e faz o seu trabalho com eficiência e dedicação. Uma vez, a empresa atrasa por cinco dias o pagamento do seu salário. Tudo bem, dessa vez passa, uma coisa dessas é perfeitamente passível de compreensão, que você nem sequer chega de fato a se chatear, se aborrecer ou se revoltar.

Outra vez, a empresa lhe paga com dez dias de atraso. É um troço chato, compreende-se, mas você dá a volta por cima e segue em frente sem oferecer qualquer reclamação. De outra feita, você é pago com vinte dias de atraso. Você, então, reclama um pouco, porém aceita as explicações que lhe são dadas e leva o barco em frente de qualquer jeito. De uma outra vez, a empresa demora trinta dias para quitar o que lhe deve. Você se aborrece, reclama um tanto mais alto, mas como precisa do emprego, acaba mesmo é se conformando, pois o que está feito, está feito.

Você trabalha mais um mês e só recebe seu rico dinheirinho com sessenta dias de atraso. Aí, você já começa a desconfiar da seriedade da empresa e da sua honestidade como instituição. Reclama um tanto mais afobado, esquenta a cabeça pensando nas suas próprias dívidas e na montanha de juros que vai ter de pagar, porque é claro que quem recebe atrasado só pode pagar atrasado. De outra vez, a empresa já está lhe devendo noventa dias de honorários e o que é pior,você não tem a menor idéia de quando irá embolsar o que já ganhou e que, por direito, já é seu.

É justamente nesta aflitiva situação que estão sobrevivendo os médicos conveniados com o SUS para atenderem pacientes hospitalizados. Desde novembro não recebemos um tostão da Secretaria de Saúde de Fortaleza, que não repassa para as nossas contas o dinheiro enviado pelo Ministério da Saúde. Os hospitais não recebem desde setembro. E não se sabe por que esconsas razões não somos pagos, se a grana do Ministério da Saúde é regularmente depositada na conta da Secretaria. Até quando continuaremos sendo achincalhados e desrespeitados em nossos direitos por tais autoridades de comprovada incompetência ou.............