domingo, 8 de fevereiro de 2009

CRISE - PREFEITURAS FAZEM PLANO DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA PARA ALIVIAR DESPESAS

"A crise econômica mundial, antes mesmo de afetar os cofres públicos municipais, já obriga prefeitos a reduzir gastos da administração como vacina contra o mal que se anuncia: a queda das receitas tributárias e a diminuição das transferências do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Na capital paulista e nas principais cidades da Grande São Paulo, a lista de medidas adotadas pelas prefeituras vai do contingenciamento de verbas do Orçamento e reavaliação de custos contratuais até a adoção de um Programa de Desligamento Voluntário (PDV) para servidores. Os impactos da recessão ainda não podem ser observados claramente. "A crise ainda não teve reflexos na arrecadação. Eu tenho alguns indicadores de que ela apareceu, mas não são conclusivos. Mas ela vai chegar", disse o secretário de Finanças de São Paulo, Walter Aluisio Rodrigues, gerente de um Orçamento de R$ 27 bilhões.
Com crescimento de receita surpreendente nos últimos anos e economia industrial diversificada, São Paulo trabalha com um cenário positivo. "Não acho que em 2009 a prefeitura arrecadará menos que os R$ 22 bilhões arrecadados em 2008. Estamos trabalhando o cenário de desaceleração?, explica Rodrigues."

(Agência Estado)

VAMOS NÓS - Por aqui, será que essa moda de PDV chega? Até agora, o que estamos assistindo é um show de terceirizações e nepotismo em várias prefeituras. Mas por que sempre os gestores só querem economizar sacrificando servidores? Eis um bom mote para discussões.

3 comentários:

Mauro Oliveira disse...

Ora, é só cortar salários graúdso dos parentes.

Paulo disse...

Claro,que o servidor,notadamente,o mais humilde,é quem vai pagar o pato.Como cortar emprego de parentes e aderentes,isto sem que falemos nas Hilux?

HAROLDO MACIEL disse...

Vem aí um dilema para a maioria dos prefeitos, pois as receitas sao incertas e muitas vezes nao cobrem as despesas consideradas essenciais. No entanto, é um descalabro o empreguismo de parentes e apaniguados. Nao tem o menor sentido o repasse de 8% para as camaras municipais que gastam de maneira supérflua os recursos para o custeio das mesmas. É preciso, urgentemente, medidas moralizadoras como a reduçao do percentual de repasse para as camaras, fiscalizaçao dos recursos do PAC e combate ao nepotismo.

HAROLDO MACIEL