quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

ABSOLVIDO, PADRE CHEREGATO JÁ DEIXOU FORTALEZA

"O capitão da Aeronáutica José Severino Cheregato, 43 anos, foi absolvido pela Justiça Militar, por quatro votos contra um, da acusação de estelionato. O padre, ex-capelão da Igreja de Nossa Senhora de Loreto, na Base Aérea de Fortaleza, foi denunciado pelo Ministério Público Militar porque teria pago passagens de familiares com dinheiro público. A juíza da 10ª Circunscrição Judiciária Militar, Maria do Socorro Leal, em sua decisão, afirmou não ter provas concretas de que o padre Cheregato teria agido de forma dolosa e de má fé. "Existem indícios, mas não há provas concretas. Não posso afirmar com convicção que ele não tinha a intenção de levar os sobrinhos para Manaus quando solicitou o dinheiro para a compra de passagens", declarou Maria do Socorro. O fato de o padre Cheregato ter devolvido o dinheiro à Base Aérea antes do início do processo que apurou o crime de estelionato também foi levado em conta pela juíza. O voto de Maria do Socorro foi acompanhado por outros três membros do Conselho de Justificação da Base Aérea. O julgamento teve início por volta das 14h15min. A acusação, formada pelos promotores militares Alexandre Saraiva e Marli Amorim, defendeu a acusação de uso ilícito do dinheiro da Igreja. Segundo eles, o padre teria enganado a Base Aérea ao pedir dinheiro para a compra de duas passagens para o sobrinhos irem a Manaus, onde o capitão mora atualmente, já que o fato nunca teria se concretizado. Ainda segundo a acusação, os sobrinhos de Cheregato, que moram em São Paulo e cuja guarda pertence ao padre, não poderiam ser dependentes do sacerdote, pois não residem sob o mesmo teto que ele, não podendo assim receber o benefício das passagens aéreas."

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VIAGEM - E o padre Cheregato já embarcou na madrugada desta quarta-feira de volta para Manaus, onde está morando. Ele se disse bem mais aliviado, após a absolvição no caso e que está confiante de superar todos os problemas. Padre Cheregato ainda tem seu nome envolvido no processo que apura a morte de dois soldados dentro das dependências da Base Aérea de Fortaleza.

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